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Fernando Castro*

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A institucionalização do calote

 

 

 

No Dia do Médico recebi correspondências com os cumprimentos de três membros do governo do Distrito Federal. Senti-me mal. Senti raiva pelo cinismo, o pouco caso e o desprezo com que esse governo trata seus funcionários ativos e aposentados.

Antes de se eleger, o candidato Joaquim Roriz procurou os médicos no SindMed, na AMBr e na Academia de Medicina de Brasília. Reuniu-se também com alguns colegas nas casas dos doutores Paulo Horta Barbosa da Silva e Roberto Ronald de Oliveira. Em todos esses lugares, prometeu pagar o precatório dos médicos assim que assumisse o governo do DF. Não o fez até hoje.

Mas, seis meses depois de eleito, pagou trezentos e quarenta milhões de reais de precatórios da indústria e do comércio.

Esse governo mentiroso, cínico e caloteiro vem agora escarnecer dos médicos, cumprimentando-os pelo seu dia. Melhor seria deixar de ser marginal e cumprir decisão do Supremo Tribunal Federal, mandando pagar os salários atrasados desde 1985. Esta seria a melhor forma de homenagear quem sempre prestou – e presta – inestimáveis serviços a esse governinho mofino.

* Fernando Castro é membro da Comissão do Precatório dos Médicos e do Conselho Fiscal do SindMed.  

Publicado: 16.11.2005

 

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