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Editor: Nelson Marins

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  Brasília, novembro-dezembro de 2007                  
   
   

O PROFESSOR JATENE E A CPMF

 

Memórias de um pesadelo

 

Adib Jatene é um ícone da medicina brasileira. Pela sua biografia de emérito cirurgião cardiovascular, pesquisador e professor excepcional, homem digno e ético, tem sido um modelo para várias gerações de especialistas. (...)

 

O governante que pretende solucionar problemas pela criação de impostos é, no mínimo, pouco criativo. Quando esta “contribuiçãoprovisória ameaça se tornar permanente é, no mínimo, estelionatária. Quando esta “contribuição” é desviada para finalidades espúrias é, no mínimo, corrupção e ladroagem. Leia mais

 

 

(...)Por que será que continuamos a experimentar doses cavalares de estresse e tensão na iminência de um vestibular, de um concurso público ou mesmo de outros tipos de exames? O que parece é que a essência do processo não se modificou. Os critérios de avaliação continuam imbecis, há um crescimento exponencial do número de candidatos e uma diminuição idem das vagas Leia mais

 
       

Tirem as crianças da sala

ou Enquanto isto, Lula chora

 

O cu está na moda

ou Quem o tem, tem medo

 

Permita, curioso leitor, que eu lhe conte uma historinha presenciada por Ricardo Semler, um brasileiro notável que revolucionou o conceito de empresa em nosso país. Em Estocolmo, convidado para um jantar de gala, testemunhou a assinatura em público do anfitrião, Peter Wallenberg, no cheque do seu imposto de renda anual. Exatos 88% (oitenta e oito por cento, mesmo!!!). Os Wallenberg são a principal família da Suécia, donos da Saab-Scania, Atlas Copco, linhas aéreas SAS, e do maior banco daquele país, entre outros ícones. Ante a perplexidade de Semler, Wallenberg explicou-lhe quequem possui muito precisa devolver quase tudo para a sociedade, e ficar com um pouco para si’ (Você está louco!, Ricardo Semler, Rocco, 2006, RJ)  Leia mais

 

  (...)aquele até então discreto detalhe da nossa anatomia transformou-se em roteiro e trilha sonora de peça teatral, e em vídeo de sucesso, assistido mais de um milhão de vezes na Internet em apenas duas semanas. Conforme o esperado, sua proprietária também foi entrevistada no Programa do Jô. Mais: ganhou vida própria e introduziu-se (cáspite!) no repertório musical do “Quinteto Onze e Meia” (“Tire o seu dedinho do meu..., que ele esta doendo pra chuchu”) (...)Muito tempo depois, Cris Nicolotti, protagonista daquela tertúlia, aproveitou o episódio algures descrito, para inseri-lo (epa!) na peça Se piorar estraga. (...) A bem da verdade, declarar-se-ia que sua interpretação é dramática, a voz, suave e afinadíssima, o coro, irreprochável, e que os arranjos musicais primorosos se harmonizam à bela melodia. Em adição, a letra é simples e fácil de memorizar. Leia mais  
       

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O HOMEM QUE CHEIRAVA JORNAIS

Há dias, como houvera contratado uma desratização em casaafinal, como vizinho da Praça dos Três Poderes, urgem dedetizações semanais – mandei baixar o Ao Mirante Nelson, minha modesta lancha, e dispus-me a sair al mare para homenagear o astro-rei. Outrossim, em plena manhã de uma quarta feira, enquanto a patuléia se esfalfava no trabalho, adquiria eu um belíssimo bronzeado contrastante com meus lindos olhos verde-azuis.

 
       

Foto Ricardo Stuckert/ ABr

BRASIL, UM DIAGNÓSTICO

 

Nos últimos cinco séculos, o Brasil tem padecido de doenças crônicas, com melhoras passageiras e recaídas que exigiram algumas internações na UTI do Fundo Monetário. A saúde precária e a posologia nem sempre adequada das prescrições utilizadas na recuperação do paciente terminaram nos transformando num país provisório, uma espécie de obra inacabada, pouco mais que um esboço ou rascunho, que vem sendo retocado, a cada novo presidente. Leia mais

 


Nada além dos sapatos

 

 

O sociólogo Emir Sader, professor da Universidade de São Paulo e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, é uma personalidade bastante conhecida pelas suas posições políticas, ideológicas e sociais. O que vou comentar é um artigo de sua autoria, publicado em Caros Amigos (número 109, abril de 2006), intitulado “Não leia: dance”..Leia mais

 

 

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Pablo e

as minhas múltiplas identidades


RÉQUIEM PARA UM AMIGO MUITO QUERIDO


Faisão, javali e tinto chileno


A Cloaca da Mãe Joana ou Apologia da Impunidade

 

(...) Esses são adjetivos generosos, gentis e econômicos, pois decliná-los todos seria tarefa impossível, mesmo para acolhê-los numa Enciclopédia Britânica, mesmo sem resvalar nos turpilóquios. Essa a pantomima encenada no plenário da Câmara dos Deputados por bufões grotescos. Farsa mambembe, ostentada de modo canhestro e sórdido pelos inquilinos do basfond. Pelos personagens mefíticos “pescados nos esgotos” mais imundos, como diria Nelson Rodrigues...Leia mais


 

No país do carnaval

Num país em que prostitutas gozam, rufiões sentem ciúmes, agiotas cobram juros menores que bancos oficiais e privados, contrabandistas dão nota fiscal e certificado de garantia...Leia mais

 

 
   

PODRES PODERES OU...

 

HUMPTY DUMPTY

 

O espetáculo da vergonha

Durante o Estado Novo, o general Góes Monteiro inaugurou uma estratégia oportunista, cínica e covarde. A qualquer crítica que se lhe faziam sobre seus desmandos, vestia a sua farda e deblaterava que a honra do Exército brasileiro havia sido atacada. Assim, confundia intencionalmente pessoa física com pessoa jurídica, substituía pela instituição a sua patética figura. E isto, lhe assegurou total impunidade por toda a sua vida, transformando em réus os seus acusadores. Pior: fez escola. Até hoje, qualquer mequetrefe (patife) abrigado pelas asas protetoras dos três poderes e da chamada grande imprensa usa o mesmo procedimento, quando criticado pela sua incompetência, omissão, falta de caráter e por ações ignóbeis.   Leia mais

 

 

 

Humpty Dumpty, o enrolador, é aquele que usa palavras e frases gramaticalmente bem estruturadas, porém sem o menor significado.  Leia mais

 

CONSTA QUE

 

 

O Ministério da Saúde adverte:

A leitura desta revista por pessoas burras, de parca sensibilidade ou de mentes limitadas pode causar sérios efeitos colaterais e danos irreversíveis. Está absolutamente contra-indicada para adeptos do pensamento único e da pagodização nacional.

 

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Reprodução usada na composição da logomarca:  "De Kunstgalerij van Jan",  Adrien de Lelie (c.1794/95)