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O
ministro do STF, Carlos Ayres Britto, relator do julgamento que
derrubou o nepotismo no Poder Judiciário, saca com as duas:
“O acesso mais
facilitado de parentes – por que não cognatos? – (a
cargos públicos) traz exteriores sinais de prevalência de
critérios domésticos sobre os parâmetros da competência”.
Será que o
ministro costuma falar assim? Mesmo em casa? Qual é a reação dos
parentes e dos empregados? É por isso que os votos dos
ministros, desembargadores e juizes são tão estrambóticos? E a
justiça é injusta e revoltantemente lenta?
Quem
facilita o acesso de parentes – e parentes de quem? – a
cargos públicos? O lobo mau ou os próprios ministros e
assemelhados? Como facilitam o acesso? Dando cursinhos
pré-vestibulares pros parentes ou aplicam o “sabe com quem está
falando?” do pistolão?
O quê
exatamente quer dizer Sua Augusta Excelência com
“exteriores sinais de critérios domésticos” e “parâmetros de
competência” – e mais – quais as suas reais intenções em dizê-lo
dessa forma? “Pour épater les bourgeois?”. Para demonstrar à
patuléia a sua erudição, o seu notório saber? Ou disfarçar, sob
o jargão, este segredo de Polichinelo?
Todo mundo
sabe, ministro – está na cara –, que o que prevalece na nomeação
de parentes (para os cargos públicos nos três Poderes) são os
laços com$angüíneo$ em detrimento da competência.
No mais,
congratulações por se pronunciar contra o nepotismo na justiça.
Foto:
www.stf.gov.br
Publicado: 21.2.2006
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O presidente companheiro rides again
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