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Nelson Marins

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No país do carnaval

 

 

 

                                                                                                           

  

Num país em que prostitutas gozam, rufiões sentem ciúmes, agiotas cobram juros menores que bancos oficiais e privados, contrabandistas dão nota fiscal e certificado de garantia, o Executivo legisla, o Judiciário é instituição homologatória dos interesses do Executivo, que o Legislativo legisla em causa própria e que a soit disant grande mídia se omite, posto que cooptada, a atitude do deputado Rosinha causa frisson, ao se recusar a receber pela convocação extraordinária do Congresso. 

Honestidade e coerência, o mínimo que se esperaria de qualquer cidadão – mormente de homens públicos -, transmutam-se em virtude, demagogia e/ou motivo de deboche. Para não coonestar com a vilania dos que fizeram do seu ato congruente razão para expressar contumaz boçalidade, fica nos devendo o parlamentar os nomes desta corja. Omiti-los seria compactuar com estes sociopatas, que insistem em afrontar o Brasil que continua a trabalhar e cultuar princípios éticos – apesar desta malta usurpadora que se acoita nos Três Poderes e nos meios de comunicação. Seu silêncio não serve ao país.

Cabe também a Josias de Souza, como jornalista, apurar e divulgar amplamente a lista destes fariseus, bem como os nomes daqueles que, de fato, persistem como honrosas exceções, não apenas fazendo jogo de cena para o povo.

 

 

Escrito em 1.1.2006

Publicado: 1.1.2006

 

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